Estados Unidos propõem sobretaxa ao Brasil por falha contra trabalho forçado; 60 países estão na lista
Redação RedeTV!Relatório aponta que mercado brasileiro carece de proibição efetiva contra importados

(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
O embaixador Jamieson Greer anunciou na terça-feira (02), uma proposta do Escritório de Comércio dos Estados Unidos para aplicar tarifas adicionais de até 12,5% sobre importações de 60 nações, incluindo o Brasil. A medida decorre de uma investigação que apontou falhas desses países em proibir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
O diplomata explicou que a omissão internacional prejudica o mercado norte-americano. "A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável", afirmou Greer. "Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual. Não toleraremos mais."
A manifestação da autoridade baseia-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O relatório norte-americano classificou a prática global como irracional por gerar concorrência desleal para a indústria dos Estados Unidos.
A taxação sugerida pelo órgão governamental possui dois níveis distintos de cobrança. O índice de 10% incidirá sobre países com restrições parciais ou acordos recíprocos, como a União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador.
O teto de 12,5% será cobrado de economias sem controle eficaz. Estão nesta lista Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Argentina e Arábia Saudita.
O documento aponta que o território brasileiro carece de uma vedação legal efetiva para o setor. Embora o país adote compromissos em tratados de livre comércio e mantenha uma "Lista Suja" interna, a fiscalização contra insumos externos escravagistas foi considerada falha.
O diagnóstico setorial da instituição listou riscos específicos no comércio internacional. O texto cita a produção de arroz em Mianmar e de tabaco no Maláui, além de apontar Polônia e Espanha como destinos que concorrem com os Estados Unidos.
O cronograma de implementação prevê a abertura de uma consulta pública para manifestações por escrito até 6 de julho de 2026. Audiências oficiais sobre as sanções propostas ocorrerão no dia 7 de julho de 2026.
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