Caso Giselle: Justiça de São Paulo adia pela terceira vez interrogatório de coronel réu por feminicídio
Redação/ RedeTV!Perícia da Polícia Científica apontou que vestígios são incompatíveis com a tese de suicídio
(Fonte: Reprodução/ TJM)
O interrogatório do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio de sua esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, foi adiado pela terceira vez pela Justiça do Estado de São Paulo nesta sexta-feira (4/9). A nova decisão remarcou o depoimento, que estava previsto para a próxima terça-feira (8/9), para o dia 5 de outubro, às 13h.
O adiamento ocorreu após a defesa do oficial solicitar novas providências antes da oitiva. A juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro determinou que o Instituto de Criminalística esclareça a autoria de uma gravação citada pela perita Amanda Rodrigues Marinone em audiência e envie o material ao processo.
A magistrada também requisitou uma nova e derradeira complementação aos quesitos apresentados pelos advogados, estabelecendo prazo improrrogável de 20 dias. Segundo o despacho, as medidas buscam garantir o direito de defesa e evitar alegação de cerceamento.
Os novos questionamentos surgem após a anexação de um laudo complementar, revelado pela coluna, que reforçou as conclusões da Polícia Científica. Os vestígios analisados foram considerados incompatíveis com a hipótese de suicídio da policial.
A análise indicou que a possibilidade de intervenção de uma segunda pessoa resistiu ao confronto com os elementos materiais. A perícia não identificou quem seria o indivíduo no documento, elaborado para responder a quesitos da defesa.
O investigado e seus advogados sustentam que a militar tirou a própria vida. A tese apresentada alega que a vítima não aceitava o fim do casamento com o suspeito.
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