Polícia Civil prende funkeiro em SP por citar facção do Rio de Janeiro em "pancadão" no litoral
Redação RedeTV!Cantor teria citado líder de facção do Rio de Janeiro durante show em Santos
(Foto: Divulgação/Polícia Civil SP)
A Polícia Civil prendeu o cantor Elias Quaresma Teodoro, de 39 anos, conhecido como MC Urubuzinho, na capital paulista, durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva no domingo (15). O artista é investigado por disparos de arma de fogo e apologia a uma facção criminosa fluminense durante o "Baile da Colômbia". O evento ocorreu no Morro São Bento, em Santos, no litoral de São Paulo, durante o Carnaval.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que a detenção ocorreu em um apartamento no bairro do Belenzinho, na Zona Leste. Policiais registraram a ação em vídeo no momento da abordagem.
O inquérito foi motivado por imagens que circularam nas redes sociais. Nos registros, o músico aparece no palco ao lado de um homem armado, enquanto tiros são disparados para o alto em meio ao público.
Durante a apresentação, o investigado teria feito referências a Álvaro Malaquias Santa Rosa, apontado como chefe de uma organização criminosa do Rio de Janeiro. Após a prisão, o suspeito foi transferido para o 5º Distrito Policial de Santos.
Em nota, o advogado Matheus Siqueira afirmou que o cliente "compareceu ao referido evento exclusivamente para cumprir compromisso profissional previamente contratado, realizando apresentação artística no local, não possuindo qualquer ingerência, controle ou participação em condutas praticadas por terceiros presentes no evento".
A defesa do cantor rechaçou o envolvimento do artista com o crime organizado. "A defesa ressalta, de forma categórica, que não existe qualquer vínculo do artista com organização criminosa, tampouco participação em atividades ilícitas dessa natureza, sendo indevida e precipitada qualquer tentativa de estabelecer tal associação antes da completa apuração dos fatos", declarou o defensor.
O comunicado ainda reforça que as acusações serão enfrentadas judicialmente. "No presente momento, há investigações em andamento relacionadas aos fatos noticiados. Contudo, quaisquer acusações serão devidamente enfrentadas no âmbito do devido processo legal, oportunidade em que serão apresentados todos os esclarecimentos e elementos probatórios necessários para demonstrar a inexistência de participação do artista em qualquer atividade criminosa", completou Siqueira.
Os advogados pontuaram que o músico "permanece à disposição das autoridades para colaborar com o esclarecimento dos fatos e confia que, ao final das investigações, a verdade será devidamente restabelecida".
As diligências já haviam resultado na prisão de Renato Olímpio Paula, de 41 anos, em 25 de fevereiro. Conhecido como "Oval", o homem é apontado como um dos responsáveis pelos disparos efetuados no baile.
O segundo suspeito possui antecedentes por roubo, furto e tráfico de drogas. A Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Santos mantém os trabalhos para identificar outros envolvidos no episódio.
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