09/07/2026 11:44:00 - Atualizado em 09/07/2026 11:44:00

Polícia Civil fecha fábrica de bebidas falsificadas com mais de 400 garrafas em Hortolândia e prende suspeito

Redação RedeTV!

Agentes encontraram garrafas de uísque e vodka adulteradas prontas para a venda

(Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Policiais civis do 11º Distrito Policial de Campinas prenderam em flagrante um homem de 27 anos na manhã da última terça-feira (7) por manter uma fábrica clandestina de bebidas em Hortolândia. O suspeito foi localizado na Rua Uirapuru, no bairro Chácara Recreio Alvorada, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça.

O investigado tentava deixar o imóvel em um furgão Fiat Fiorino no momento da abordagem policial. Ele permitiu a entrada dos agentes na residência, onde também estavam a sua companheira, de 27 anos, e o filho do casal, de 6 anos.

A equipe policial constatou que a residência de seis cômodos funcionava como um laboratório para adulteração de destilados de marcas conhecidas. O material usado na falsificação, incluindo cerca de 400 garrafas vazias, estava espalhado por todos os ambientes da casa.

Na cozinha do imóvel, os agentes apreenderam insumos químicos como galões de álcool, corante caramelo em pó e 24 frascos de essência líquida. Centenas de tampas, selos, rótulos e lacres que imitavam os originais também foram recolhidos no local.

Os policiais apreenderam 19 garrafas prontas para a comercialização ilegal. O lote adulterado continha unidades falsificadas de gin inglês, vodka francesa, vodka sueca, tequila, scotch e Tennessee whiskey.

Um laudo emitido por um representante da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) atestou a falsificação das mercadorias e o material ficou sob a guarda da entidade. A esposa do detido prestou depoimento como testemunha, afirmou residir no local há oito anos e negou participação no crime.

O homem preso em flagrante permaneceu em silêncio durante o depoimento e já era investigado por outra ocorrência do mesmo tipo. Ele foi transferido para a Cadeia Pública de Sumaré, onde aguardará a audiência de custódia.

O autuado responderá por falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados ao consumo e crimes contra o registro de marcas. A Polícia Civil apreendeu um notebook, uma máquina de cartão e três celulares para identificar outros envolvidos na cadeia produtiva e compradores dos produtos.

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