30/07/2026 09:22:00 - Atualizado em 30/07/2026 09:22:00

Paciente morre após ter intestino perfurado durante exame na Zona Leste de SP

Redação RedeTV!

Vítima realizava o procedimento preventivo pela primeira vez e deixa três filhos

(Foto: Reprodução)

Mariana dos Santos Candido, de 41 anos, morreu na tarde de quarta-feira (29) após ter o intestino perfurado durante uma colonoscopia realizada no Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo, na Zona Leste de São Paulo. A agente de organização escolar chegou a passar por uma cirurgia de emergência no local, mas não resistiu às complicações do procedimento.

A profissional da educação realizava o exame preventivo pela primeira vez por conta do histórico de câncer colorretal na família. A paciente vivia na região da Cohab I e deixa três filhos de 20, 15 e 9 anos.

A professora Mara Aparecida, tia da vítima, relatou a comunicação recebida pelos médicos sobre a gravidade da lesão. "Eles falaram que rasgaram 50% do intestino dela. Ela foi levada para a cirurgia, conseguiram fechar, só que ela não resistiu. Hoje [quarta], à uma hora da tarde, ela veio a óbito", disse Mara ao portal 'g1'.

A familiar detalhou a motivação da ida à unidade de saúde para a avaliação preventiva de rotina. "Era um exame de rotina. Meu pai faleceu de câncer de intestino. Então a família inteira, depois dos 40 anos, faz esse exame de dois em dois anos. Ela não tinha nada. Foi a primeira vez que fez", relatou Mara.

A parente também recordou a conquista profissional recente e a postura da sobrinha no dia a dia. "Ela estava superfeliz porque tinha conseguido um serviço registrado. Era uma pessoa cheia de vida, guerreira para caramba", afirmou Mara.

As circunstâncias do atendimento interno e a falta de dados imediatos geraram questionamentos dos parentes. "Eles não quiseram passar o nome do laboratório. Não quiseram passar o nome do médico. Falaram que era um laboratório terceirizado e que só poderiam fornecer essas informações para parentes de primeiro grau", declarou.

A responsabilização apresentada pelos gestores do local também foi criticada pela testemunha. "O que falaram para minha irmã foi que a culpa não era do hospital e que o exame tinha sido feito por um laboratório terceirizado", disse.

A familiar lembrou do último contato mantido horas antes do agendamento médico. "Ela me ligou antes de ontem só para dizer: 'Tia, eu te amo'. Foi a última vez que nós conversamos. Ela disse que faria o exame no dia seguinte e que estava com medo", relatou.

A Polícia Civil de São Paulo registrou a ocorrência como morte suspeita e morte acidental. O corpo da servidora foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização do exame necroscópico.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) lamentou o falecimento da paciente. A pasta informou que apura o caso com rigor juntamente com a direção técnica da unidade hospitalar.

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