Dona de ateliê de noivas diz ter sofrido golpe de R$ 1 milhão cometido por funcionária
Redação RedeTV!Caso ganhou repercussão após noivas e familiares se reunirem em frente ao ateliê, em Pinheiros (SP)

Foto: Reprodução/Pixabay
Camila Rossi, proprietária da My Vintage Dress, loja acusada por clientes de não entregar vestidos de noiva dentro do prazo, prestou depoimento nesta sexta-feira (4), na Delegacia de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. À polícia, a empresária alegou ter sido vítima de um desvio de R$ 1 milhão cometido por uma funcionária. Todas as informações são do g1.
Segundo Camila, o suposto golpe teria comprometido as finanças da empresa e contribuído para que o ateliê não conseguisse atender à demanda e cumprir os compromissos assumidos com as clientes.
A empresária, no entanto, não apresentou durante o depoimento documentos que comprovassem o desvio. Diante da alegação, o delegado responsável pelo caso informou que um novo inquérito será aberto para investigar a denúncia.
Outra funcionária, identificada como Vanessa e anteriormente apontada como sócia da empresa, comprovou que havia deixado a sociedade em novembro de 2025. Com isso, Camila passou a ser considerada a única responsável pela loja.
Noiva ainda aguardava vestido na véspera do casamento
Enquanto a investigação avança, algumas clientes ainda aguardam seus vestidos. É o caso de Janaína Santos, que tem casamento marcado para este sábado (5).
A loja havia afirmado que daria prioridade às mulheres com cerimônias mais próximas. Mesmo assim, até a manhã desta sexta-feira, Janaína ainda não havia recebido sua peça.
A crise envolvendo a My Vintage Dress ganhou repercussão depois que noivas começaram a relatar nas redes sociais que haviam pago pelos vestidos, mas enfrentavam dificuldades para retirar as peças e conseguir contato com a empresa.
Na segunda-feira (31), clientes e familiares foram até o estabelecimento em busca de respostas. Segundo a empresa, mais de 50 pessoas entraram no local sem autorização durante a confusão.
No dia seguinte, novas manifestações ocorreram em frente ao ateliê. A Polícia Militar chegou a ser acionada após algumas clientes entrarem na loja.
Camila afirmou posteriormente que o tumulto interrompeu a produção e assustou funcionárias, dificultando ainda mais a conclusão das peças. A empresária disse que a prioridade seria atender as noivas com casamentos marcados para os dias seguintes.
Polícia investiga caso como estelionato
A Polícia Civil passou a investigar as reclamações como possíveis casos de estelionato. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as ocorrências são analisadas pelo 14º Distrito Policial, em Pinheiros, ou encaminhadas às delegacias responsáveis pelas regiões onde moram as vítimas.
Até o momento, Camila aparece como investigada. Paralelamente, a Polícia Civil deverá apurar se ocorreu o desvio de R$ 1 milhão relatado por ela.
Após a conclusão da investigação sobre as clientes, o material será encaminhado ao Ministério Público, que poderá avaliar eventual denúncia por estelionato.
Desde o início da crise, a My Vintage Dress atribui os atrasos a problemas de produção e a um volume elevado de pedidos. A empresa afirma que suspendeu temporariamente novas vendas para concentrar os esforços na conclusão dos vestidos já contratados.
O Procon também acompanha o caso e cobrou da proprietária esclarecimentos e um cronograma para a realização das entregas.
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