02/06/2026 19:47:00 - Atualizado em 02/06/2026 19:47:00

Direção de escola estadual é demitida após obrigar aluno de 14 anos a ficar nu em São Paulo

Redação/ RedeTV!

Unidade Regional de Ensino acionou psicólogos e enviou o caso para a Controladoria Geral

(Fonte: Reprodução/ Redes Socias) 

A diretora e a vice-diretora da Escola Estadual Ordânia Janone Crespo foram desligadas de suas funções pela Secretaria de Educação de São Paulo após obrigarem um estudante de 14 anos a ficar nu. O adolescente foi alvo de uma acusação de portar cigarros eletrônicos nas dependências da instituição de ensino em Santo André, na região metropolitana da capital.

As servidoras públicas realizaram o procedimento sob a suspeita do porte de dispositivos conhecidos como vapes, porém nenhum objeto ilícito foi localizado com o jovem. A Unidade Regional de Ensino (URE) de Santo André aplicou a cessação imediata dos cargos das gestoras e remeteu a apuração preliminar para a Controladoria Geral do Estado (CGE).

A entidade regional de ensino emitiu posicionamento público lamentando o episódio e confirmou o suporte ao adolescente e aos responsáveis legais. Um profissional do Programa Psicólogos nas Escolas foi designado para o acompanhamento psicológico da vítima.

“A Unidade Regional de Ensino lamenta o ocorrido e está prestando apoio ao estudante e à sua família. Um profissional do Programa Psicólogos nas Escolas foi disponibilizado para atendimento ao aluno. A URE repudia toda e qualquer forma de violência e não compactua com a conduta das servidoras”

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) comunicou que a investigação sobre o caso está sob responsabilidade do 4° Distrito Policial de Santo André. A equipe da Polícia Civil realiza diligências para o esclarecimento total dos fatos e a definição das providências jurídicas cabíveis.

O portal Metrópoles localizou um boletim de ocorrência lavrado na segunda-feira (1º) por uma das gestoras desligadas do colégio. No documento apresentado à autoridade policial, a funcionária denunciou o fornecimento e a comercialização ilegal de cigarros eletrônicos dentro do estabelecimento de ensino. “Nos últimos 4 meses, documentamos o consumo reiterado e odores em banheiros”

A profissional rejeitou em seu relato na delegacia a ocorrência de contatos físicos ou de revistas manuais nos estudantes da unidade. Ela declarou que os procedimentos adotados pela direção da escola foram de natureza estritamente verbal e pedagógica.

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